Será que a Bimby vale o dinheiro?

Uma das maiores questões que grande parte das pessoas, na hora de comprar a bimby, coloca é se vale, realmente, o investimento. Se por um lado, é mais do que sabido que este robot é fundamental para poupar tempo, e experimentar receitas que, em outras circunstâncias, nunca arriscaríamos, por outro, o preço é demasiado elevado. Quando surgiu em Portugal, há mais de uma década, a thermomix custava cerca de oitocentos euro, sendo, actualmente, o ultimo modelo: a TM5, vendido por mil duzentos e quarenta. Não é propriamente uma pechincha, e há quem faça um enorme sacrifício para a pagar, pelo que é necessário ponderar se é um gasto que poderá vir, ou não, a ser rentabilizado. Pessoalmente, considero que, para quem não gosta de cozinhar, ou não o faz regulamente é pura, e simplesmente, dinheiro deitado à rua. No entanto, para quem, como eu, passa a vida na cozinha, a poupança, quer de tempo, quer de dinheiro, pode, a médio/longo prazo, ser enorme, nomeadamente pelos seguintes motivos:

1. Se pensarmos nos electrodomésticos que a Bimby substitui: batedeira, picadora, panela a vapor, balança, máquina de pão, liquidificador, entre outros, concluímos, rapidamente, que uma família poupa, em média, cerca de quinhentos euros, isto, para não falar do espaço.

2. Tal como referi neste post, permite preparar um vasto leque de alimentos, como farinhas, iogurtes, bolachas, molhos manteigas vegetais, entre outros, cujo preço de compra é muito mais elevado, para além de dispensar idas desnecessárias ao supermercado.

3. Já diz o ditado, que tempo é dinheiro e, no caso da Bimby, a economia é gigantesca. Pratos que demoram imenso tempo a cozinhar, como por exemplo, empadão, e necessitam de vigilância permanente, com esta maravilhosa máquina, basta carregar nos botões, e esperar. Por exemplo, costumo aspirar a casa e engomar roupa, enquanto faço o jantar. Até já me disseram, que, a partir de agora, posso pensar em ter filhos, porque tenho mais tempo disponível, mas não vamos exagerar.

4. Desde que nos ofereceram a Bimby, a nossa conta de luz diminuiu cerca de dez euros por mês, uma vez que gasta menos energia do que a placa do fogão, e permite não sujar tanta loiça, logo poupamos, também, nas pastilhas para a máquina.

5. Não vou fazer contas à moda do PAN, cujo deputado defende a não utilização de tapões menstruais para proteger o ambiente, mas lá que a Bimby ajuda a promover uma alimentação saudável e equilibrada, lá isso ajuda. E, este factor, não tem preço. Por exemplo, nunca mais comprei sumos com corantes e conservantes, e reduzi, significativamente, a quantidade de gordura nos cozinhados. 

6. A potência do motor permite triturar, e utilizar, partes dos alimentos, como, por exemplo, os talos de alguns vegetais, que, normalmente, acabariam no lixo, para além de possuir um sem número de receitas que nos levam a aproveitar as sobras, de forma criativa.

7. Quem possui a TM5, e a famosa aplicação móvel: Cookidoo, tem noção do quanto se poupa ao fazer o planeamento semanal das refeições, e consequente lista de supermercado, sem alimentos supérfluos.

Posto isto, 5.75 leitores, se me perguntarem se considero que a Bimby compensa o investimento, não tenho duvidas em responder que sim. No entanto, convém ser usada, preferencialmente para cozinhar outras receitas que não sopa. Senão, não passa de outro mono, amontoado a um canto da cozinha. Palavra de #lobo. 

Crédito da imagem: The Spruceeats

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