Observação de golfinhos na Arrábida

Ter a oportunidade de observar, ao vivo e a cores, a única comunidade sedentária de roaz-corvineiro (vulgo golfinhos) existente em Portugal, é uma experiência absolutamente maravilhosa, e um excelente programa para se fazer em família. Caçando, habitualmente, no estuário do Sado, e em toda a costa da Arrábida, actualmente, a população é composta por trinta exemplares, dos quais, pelos menos, três são juvenis. Os passeios custam, aproximadamente, entre trinta e sessenta euros, encontrando-se o valor dependente do tempo e da distância. A oferta é variada, e abunda nas zonas de Sesimbra e Setúbal, onde existem dezenas de empresas de marítimo turística que providenciam este serviço. No entanto, convém optar por uma credenciada pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, que cumpra o código de conduta para observação de golfinhos. Deixar a embarcação, pelo menos, a trinta metro de distância, e evitar manobras bruscas, são alguns dos cuidados a ter, no sentido de prevenir a perturbação do seu habitat natural. Para além destes magníficos mamíferos, e se tiverem sorte, é, também, possível observar outras espécies impressionantes, como baleias, peixe-lua, ou tartarugas. Apesar de a escolha ser imensa, optámos pela Barca de Pesca “Amor ao Ofício”, a mais antiga do género existente em Portugal. Construída em 1933, pelas mãos do próprio pescador, o Arrais António da Olímpia, é uma embarcação única, totalmente recuperada pelo Mestre Jorge Branquinho. O passeio durou cerca de três horas, num percurso compreendido entre Sesimbra e Tróia.

Apesar de morar na região, a beleza da paisagem nunca deixa de me impressionar. A baía de Sesimbra, o “Calhau da Cova”, zona de abrigo de uma antiga armação à Valenciana, o próprio Portinho da Arrábida, são alguns dos pontos altos deste passeio incrível. A sorte estava do nosso lado, pelo que conseguimos avistar mais de uma dezena de golfinhos, que fizeram o “favor” de vir na nossa direcção e passar mesmo junto à barca. Que dia inesquecível. De salientar, a simpatia do mestre Jorge, que, além de guiar o passeio com informações super interessantes, nos brindou com um lanche divinal, onde não faltou a Farinha Torrada de Sesimbra, e o pão da Azóia. Não podíamos ter escolhido melhor. Certamente, a repetir, logo que voltem os dias de calor. 

Apenas tenho a lamentar o facto de ter perdido a maior parte dos vídeos e das fotos que tirei, mas, apesar da pouca qualidade, não posso deixar de vos brindar com as imagens do ponto alto do nosso passeio: Os roazes do Sado.

Nota: Caso queiram os contactos das empresas creditadas para observação destes incríveis animais, podem consultar no site do ICNF. 

One Comment

  1. Grande Oportunidade, grande momento!

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