Três segredos para cozinhar o caril perfeito

Caros 5.75 leitores, um dos grandes sonhos culinários dos amantes de comida indiana, é cozinhar o caril perfeito. De facto, ao contrário do que a maior parte das pessoas possa imaginar, o caril, em si, não é uma especiaria, mas um pó produzido à base de açafrão, cardomomo, sementes de coentros, gengibre, cominhos, mostarda, cravinho, folhas da árvore do caril, cominhos, pimenta, canela, e noz moscada. É pois, esta complexidade de sabores que lhe dá o sabor forte, e exótico, que todos conhecemos. A partir desta base, são produzidas, à posteriori, as misturas, também conhecidas como “massalas”, muito populares na Índia, que resultam da junção de outros ingredientes, de acordo com o objectivo a que se destinam. Por exemplo, se for para cozinhar com frango, é-lhe adicionado pimentão doce, malagueta, ou pimenta preta. Assim, para confeccionar um bom caril, não basta compra o pó mais barato do supermercado. É necessário adquirir uma mistura adequada, seguir (mais ou menos) a receita à risca, e recorrer aos seguintes truques:

1. Ser generoso com as especiarias. Este tipo de condimento, serve não só, para dar sabor, mas, também, textura aos alimentos. Apesar de as boas massalas serem caras, é possível, mesmo cá em Portugal, adquiria-las a um preço simpático. Fiquem atentos ao blog, porque, em breve, vou explicar como. 

2. Independentemente da receita, a base de um bom caril é, impreterivelmente, composta por três ingredientes chave: alho, gengibre e cebola. É a forma como são cozinhados, que influencia o resultado final. Por exemplo, se pretenderem um prato mais suave, façam um “refogado” rápido e leve. Se, por outro lado, preferirem um caril forte, apurem, em lume brando, até a cebola caramelizar. Vai ficar uma bomba de sabor (mesmo como eu gosto). 

3. Seleccionar, com critério, os ingredientes que vão encorpar a receita. As opções são variadas: puré de tomate, leite de coco, iogurte, espinafres, natas, ou batata doce. É à vontade do freguês. A chave do sucesso, está em adequar a escolha ao vosso gosto, et voilá: Vão obter o caril perfeito. Se estão à procura de inspiração, vejam esta receita de Caril vermelho de batata doce à goesa, que é uma verdadeira maravilha. Palavra de #lobo. 

Um pouco de História: O caril, foi referido, pela primeira vez, em 1563, pelo botânico, e farmacêutico, Garcia de Orta, na obra  publicada em Goa: “Colóquio dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia”, no qual são estudadas as plantas, e as “drogas” orientais, como o ópio, e respectivos efeitos. 

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