Wolf Gourmet – Lobo na Porta – Food & Travel http://lobonaporta.pt Mon, 12 Jul 2021 10:20:51 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.18 Fomos às amoras silvestres http://lobonaporta.pt/fomos-as-amoras-silvestres/ http://lobonaporta.pt/fomos-as-amoras-silvestres/#respond Wed, 30 Aug 2017 14:26:00 +0000 http://lobonaporta.pt/fomos-as-amoras-silvestres/
Quando ficar rica e famosa, [até, porque, modesta já sou], e sentir necessidade de escrever o meu livro de memórias, as histórias com a minha amiga do coração, Cris Conq, mais conhecida por “Buddy da Onça”, terão, certamente, lugar de destaque na edição. É que,  sempre que nos juntamos, uma simples e inocente intenção, como ir ao cinema, ou beber um café, acaba, impreterivelmente, no mais rocambolesco dos enredos. E, como deve imaginar, a nossa incursão às amoras silvestres, não foi excepção. Em primeiro lugar,  devo admitir que nunca me tinha ocorrido que, tal como o nome indica, as amoras silvestres, tivessem origem nas silvas. Em segundo, que as ditas picassem tanto. Assim, quando a Cris me desafiou, não me passou pela cabeça que deveria levar roupa adequada, o que fez com que ficasse toda picada, ao ponto de o meu Amor achar, quando cheguei a casa, que havíamos sido atacadas por um bando de leões. E ainda me respondeu: “Para poupar dez euros? Eu dava-te o dinheiro. Saía mais barato do que os curativos.”. De facto, as bagas com melhor aspecto, e mais maduras, estavam mesmo no meio dos silvados, o que fez com que tivéssemos que colocar a vida em risco, para as apanhar. De tesoura de podar numa mão, um gancho na outra, e o peito cheio de coragem, lá entrámos por moitas nunca antes desbravadas, para conseguir “capturar” uns honrosos 1,600 Kg, para a compota. Sim, leram bem. As duas, e não cada uma. Não se riam, porque 1/3 da nossa epiderme ficou agarrada à moita. Quem teve uma manhã em cheio, foi o nosso fiel, e prestável, ajudante, Julian Caeser, que muito se deve ter rido, à custa dos nossos urros de dor. Seja como for, valeu a pena, até porque, em breve, haverá uma deliciosa compota para o Inverno. Se quiserem passar uma manhã divertida, e poupar uns trocos, não hesitem em apanhar amoras, num silvado próximo de si. Até pode ser um fiasco, mas a diversão está garantida. Palavra de #lobo.

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Cozinhar no Mercado (Municipal de Sesimbra), por Maria Papoila http://lobonaporta.pt/cozinhar-no-mercado-municipal-de/ http://lobonaporta.pt/cozinhar-no-mercado-municipal-de/#respond Wed, 07 Jun 2017 07:30:00 +0000 http://lobonaporta.pt/cozinhar-no-mercado-municipal-de/
Quando bati o olho na divulgação, das “Experiências Culinárias”, no Mercado Municipal de Sesimbra, por Maria Papoila, não resisti em desafiar a minha amiga C. C., para nos inscrevermos. Já tinha ouvido falar maravilhas destas iniciativas, e, como os meus 5.75 leitores sabem, adoro aprender novas receitas, e dicas culinárias.  Organizadas pelo Gabinete de Apoio ao Empresário, da Câmara Municipal de Sesimbra, têm por objectivo promover os produtos locais, pelo que o “Workshop” é iniciado como uma visita ao Mercado, para compra dos ingredientes, e finalizado com a degustação dos mesmos. Tenho a dizer-vos, que adorei a experiência, e aprendi imenso. Sabiam, por exemplo, que podem atenuar a acidez do molho de tomate, adicionando cerejas, sem caroço, ou que o peixe deve ser o último ingrediente a ser introduzido no arroz, para manter o sabor? E que os caldos, para ficarem bem apurados, devem ser cozinhados com a tampa fechada? Só conhecimentos preciosos, meus 5.75 leitores. Aprendi, também, as deliciosas receitas de creme de ervilhas, arroz de garoupa, sopa de tomate, manteiga caseiras, e de ovos com espargos, entre outras. Se gostam de workshops de culinária, não percam a próxima “Experiência no Mercado”, dia 8 de Julho, também, com Maria Papoila, Chef que transmite, na perfeição, a sua paixão por cozinha, com um entusiasmo, que nos contagia. Um verdadeiro privilégio. Muito obrigada pela partilha e pela manhã maravilhosa. No próximo,lá estarei. Espero ver-vos, por lá, meus 5.75 amados. Vão adorar. Palavra de #lobo. 

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Bolacha Piedade: A criar viciados desde 1855 http://lobonaporta.pt/bolacha-piedade-criar-viciados-desde/ http://lobonaporta.pt/bolacha-piedade-criar-viciados-desde/#respond Mon, 04 Apr 2016 20:09:00 +0000 http://lobonaporta.pt/bolacha-piedade-criar-viciados-desde/
Quem não se lembra de ir à feira de Santiago, em Setúbal, propositadamente para adquirir a famosa “Bolacha Piedade”? Produzida desde 1855, de forma integralmente artesanal,o segredo da receita está guardado no segredo dos deuses, mas juro que adorava recria-la. Dos ingredientes utilizados, saltam-me ao sabor: anis, erva-doce e sal. Aliás, é exactamente o toque agridoce que as distingue e faz com que sejam tão viciantes. Comprei meio quilo durante o fim de semana, e, passados dez minutos, já só haviam migalhas, e poucas. Felizmente, já é possível adquirir a mais famosa bolacha da Margem Sul durante o ano inteiro, nomeadamente em Setúbal, na Avenida Luísa Todi. Cada quilo custa, aproximadamente, quinze euros e, se ainda não experimentaram, façam-no porque vão adorar. Aliás, o difícil mesmo é parar de comer. Palavra de #lobo.

 

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Flores Comestíveis: Vamos dar cor às nossas receitas? http://lobonaporta.pt/flores-comestiveis-vamos-dar-cor-as/ http://lobonaporta.pt/flores-comestiveis-vamos-dar-cor-as/#respond Mon, 04 Apr 2016 12:50:00 +0000 http://lobonaporta.pt/flores-comestiveis-vamos-dar-cor-as/  Em Portugal, não existe muita tradição na utilização de flores comestíveis na gastronomia.  Muito sinceramente, nem sequer me recordo de um único restaurante que as inclua no seu menu. No entanto, no Festival do “Pão, Queijo e Vinho” no stand do “Cabaz Prove”, percebi que, a pouco e pouco, a introdução de flores na culinária, está a ganhar terreno. Assim sendo, resolvi investigar um pouco, e percebi que podem ser usadas em doces, saladas, pratos principais e entradas, combinando, basicamente, com a maior parte das receitas. No entanto, é necessário existir a garantia de que estamos a utilizar as flores certas, não vá acontecer uma desgraça, e alguém morrer envenenado. No nosso, país, as espécies mais comuns são: Amor-perfeito; Flores de borragem; Calêndula; Capuchinha; Rosas, Murta, e a Violeta. No entanto, encontrar um sítio para as adquirir não é, de todo, a tarefa mais fácil do mundo.

 

Após uma pesquisa no google, concluí que cada planta tem o custo, aproximado de um euro, e podem ser adquiridas, por exemplo, no Celeiro. Ainda não experimentei, mas vou fazê-lo, e, em breve, poderão contar com receitas com flores aqui no blog, meus 5.75 leitores. Se, entretanto, encontrarem em outro local que não seja numa loja online, email me, s.f.f..

 

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Um #lobo no Festival do “Pão, Queijo e Vinho” http://lobonaporta.pt/um-lobo-no-festival-do-pao-queijo-e/ http://lobonaporta.pt/um-lobo-no-festival-do-pao-queijo-e/#respond Mon, 04 Apr 2016 12:00:00 +0000 http://lobonaporta.pt/um-lobo-no-festival-do-pao-queijo-e/ Como já é tradição, meus 5.75 leitores, o #lobo marcou presença no Festival do “Pão, Queijo e Vinho”, que se realizou, no passado fim-de-semana, na freguesia da Quinta do Anjo, em Palmela. Tal como habitualmente, os melhores produtores da região da Arrábida estiveram [muito] bem representados, permitindo ao visitante levar para casa moscatel, vinho, pão ou queijo absolutamente excepcionais, a preços muito, mas mesmo muito simpáticos.

 

Claro que não resisti em parar nas barraquinhas de provas, e acabei por trazer a irresistível “manteiga de Azeitão”, que engorda só de olhar, queijo da Azóia, pão, e as míticas “Bolachas Piedade”, cujo saco desapareceu em menos de dez minutos. Adorava ter feito mais compras, mas o meu traseiro já está grande Q. B., e não precisa de mais incentivos. Seja como for, para os que gostam de produtos regionais de qualidade, este, é, sem dúvida um evento a não perder. No próximo ano, o #lobo estará de volta.

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Moscatel de Setúbal: O Néctar da Arrábida http://lobonaporta.pt/moscatel-de-setubal-o-nectar-da-arrabida/ http://lobonaporta.pt/moscatel-de-setubal-o-nectar-da-arrabida/#respond Mon, 28 Mar 2016 19:26:00 +0000 http://lobonaporta.pt/moscatel-de-setubal-o-nectar-da-arrabida/ Produzido nos concelhos de Setúbal e Palmela, bem no coração da Arrábida, o “Moscatel de Setúbal”, é um dos vinhos licorosos mais famosos do mundo, e, muito sinceramente, o meu preferido. Tendo obtido vários prémios de reconhecimento internacional, existem, genericamente, duas castas: o “Moscatel de Setúbal” e o “Moscatel Roxo”.

 

Os preços variam entre os quatro, caso queiramos adquirir uma garrafa de moscatel corrente, e os vários milhares de euros, no caso do “Torna Viagem”. Produzido pela “José Maria da Fonseca”, este tipo de moscatel é proveniente das barricas que deram a volta ao mundo no navio-escola “Sagres” e que, por isso, adquiriram um sabor diferente [e, supostamente, muito melhor, mas não sei porque nunca provei]. Na Península de Setúbal existem diversos produtores, mas não vos sei dizer qual o melhor. Pessoalmente, tenho uma especial simpatia pelo meu homónimo “Lobo Mau”, da Casa Assis Lobo, e, sempre que posso, compro uma garrafa de Moscatel Roxo, da “Bacalhoa” ou da “José Maria da Fonseca” que, por quinze ou vinte euros nos proporcionam uma experiência única. Também para cozinhar é um vinho licoroso excelente, sobretudo em sobremesas, como as “pêras bêbedas”, ou para embeber fruta. Fiquem atentos ao blog, porque em breve, vamos ter receitas com este verdadeiro néctar dos deuseus, quem é como quem diz, da Arrábida.

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Mel de Sesimbra: A riqueza da Serra da Arrábida à nossa mesa http://lobonaporta.pt/mel-de-sesimbra-riqueza-da-serra-da/ http://lobonaporta.pt/mel-de-sesimbra-riqueza-da-serra-da/#respond Tue, 15 Mar 2016 18:52:00 +0000 http://lobonaporta.pt/mel-de-sesimbra-riqueza-da-serra-da/
(Foto: Wolf at The Door)

Cá em casa adoramos mel, produto que
usamos não só no pão, mas, também, em receitas culinárias, como a deste delicioso lombo de porco que partilhei convosco há uns tempos. Felizmente,
vivemos num sítio privilegiado para a produção deste magnífico alimento: A
Serra da Arrábida.
Possuindo uma conjugação perfeita de alecrim, rosmaninho,
murta, esteva e tomilho, o seu sabor floral é simplesmente único, o que o torna
num produto de elevadíssima qualidade. As condições climatéricas da serra, que
permitem preservar um índice de humidade constante ao longo do ano,
possibilitam a sua produção regular, pelo que é relativamente fácil encontra-lo
nas feiras e mercados da região. Em Sesimbra, o grande destaque vai para a
Zimbramel, a Feira do Mel da Península de Setúbal, que se realiza,
habitualmente, no último fim-de-semana de Agosto, no Cabo Espichel, onde é
comercializado directamente pelos apicultores. Como consumimos uma quantidade
considerável, costumo adquirir, por cerca de quatro euros o frasco, na Moagem
de Sampaio. Custa quase o mesmo que o do supermercado, só que é 100% natural e
de qualidade incomparável. Experimentem. Vão adorar. Palavra de #lobo 

PS – Se tiverem interesse em saber mais sobre o processo de produção do mel, vejam este pequeno vídeo da Colmeia Valada. 

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Pão Caseiro de Sesimbra: O sabor da tradição http://lobonaporta.pt/pao-caseiro-de-sesimbra-o-sabor-da/ http://lobonaporta.pt/pao-caseiro-de-sesimbra-o-sabor-da/#respond Sun, 13 Mar 2016 12:51:00 +0000 http://lobonaporta.pt/pao-caseiro-de-sesimbra-o-sabor-da/

(Foto: Wolf at The Door)
Uma
das memórias mais antigas que guardo, é a do cheiro de café com leite e pão
quentinho com manteiga, em casa dos meus avós. Esse pão era o “caseiro”, feito
na zona rural do concelho de Sesimbra, nomeadamente na Azóia, aldeia perto do
Cabo Espichel.

O tão característico sabor do forno a lenha, acompanhou-me a
vida inteira. Talvez por isso, seja super “esquisitinha” com o pão, e deteste o
do supermercado, com sabor a plástico. Felizmente, aqui em Sesimbra, temos
muita sorte, e existem algumas padeiras locais que utilizam a receita
original, praticada há séculos e transmitida de geração em geração. Fabricado com farinha de trigo, água, sal e fermento, o pão é amassado
manualmente, cozido em forno a lenha, e dura vários dias sem ficar com bolor. Com
queijo da Azóia, doce de abóbora, ou torrado com manteiga de Azeitão, é simplesmente
um manjar dos deuses e [parcialmente] responsável pela minha futura dieta. Se o quiserem
adquirir, podem fazê-lo, por exemplo, no Mercado Municipal de Sesimbra, na Moagem de Sampaio ou na maioria das padarias locais. Vão adorar. Palavra de #lobo. 
(Foto: Wolf at The Door)

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Sabores de Portugal: Conserva de filetes de Peixe-Espada Preto de Sesimbra, em azeite http://lobonaporta.pt/sabores-de-portugal-conserva-de-peixe/ http://lobonaporta.pt/sabores-de-portugal-conserva-de-peixe/#respond Wed, 09 Mar 2016 22:38:00 +0000 http://lobonaporta.pt/sabores-de-portugal-conserva-de-peixe/
Desde o período romano, ou seja, há mais de dois mil anos,
que Sesimbra é palco da indústria de conservação de peixe, seco ou em sal. Na
viragem para o século XX, a vila possuiu dezenas de fábricas que enlatavam
milhares de toneladas de pescado, de elevadíssima qualidade, capturadas ao
longo da baía.

No entanto, as sucessivas crises que se fizeram sentir em
Portugal ao longo daquele século levaram a que, no ano de 1972, a última encerrasse
a atividade. Felizmente, nos últimos anos, as conservas de Sesimbra têm ressurgido,
sendo um importante desses exemplos os filetes de peixe-espada preto
conservados em azeite. Produzidos pelas “Conservas Nero”, em parceria com a “Artesanal
Pesca” e a Loja SSB, são uma iguaria maravilhosa que, por cerca de quatro euros
e meio, pode ser adquirida numa loja gourmet perto de si. Cá em casa, costumo
servi-los, como entrada, com tostinhas, ou, então, com tagliatelle e camarão. Experimentem,
e depois digam-me de vossa justiça.
Imagem Daqui

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Zoom Yummy: Um Blog de Culinária que vale a pena seguir. http://lobonaporta.pt/zoom-yummy-um-blog-de-culinaria-que/ http://lobonaporta.pt/zoom-yummy-um-blog-de-culinaria-que/#respond Wed, 02 Mar 2016 08:49:00 +0000 http://lobonaporta.pt/zoom-yummy-um-blog-de-culinaria-que/

Apostando em receitas fáceis e deliciosas, explicadas passo a passo, o Zoom Yummy é um dos blogs de culinária que mais gosto de acompanhar. Para além da culinária, a autora dá, também, de forma simples e muito acessível, dicas sobre trabalhos manuais. Vale a pena ler. 

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