– Com paisagens luxuriantes, e floresta a perder de vista, é considerado o país mais cénico do mundo.
– Possui a linha de comboio mais bela do planeta, que liga Nwara Ellya a Ella, pelas montanhas com plantações de chá.
– É considerado um dos países mais pacíficos, e seguros, do globo.
– O custo de vida é extremamente acessível, sendo possível sobreviver diariamente com menos de vinte euros.
– Inclui parques de safari únicos no mundo, nomeadamente Udalawawe, que supera os africanos no que toca à observação de elefantes.
– Tem praias desertas, paradisíacas, de uma beleza irreal.
– A gastronomia é fantástica, sendo a “spicy food”, per si, uma experiência inesquecível.
– Engloba sítios arqueológicos excecionais, classificados como Património da Humanidade, tais como as “Dambulla Caves”, “Anuradhapura” e “Polonnaruwa”.
– É um local de excelência para a prática de atividades de outdoor, de que podemos destacar o mergulho, o surf, o rafting ou o hiking.
– Por ser um país pequeno, é muito fácil, e barato, circular em transportes públicos, o que diminui o custo da viagem.
Estes “ingredientes” originaram a viagem mais espectacular e inesquecível da minha vida, da qual vos vou contar todos os pormenores, em breve, no blog.
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Dia 1 – Colombo: A Capital do Sri Lanka, e apesar de manter a “graça” típica de uma antiga cidade colonial, não é propriamente o mais belo local do mundo inteiro, e, na minha modesta opinião, num dia está vista. Foi exactamente o que fizemos. Aterrámos perto da hora de jantar, dormimos a primeira noite em Colombo por uma questão de adaptação ao fuso horário e ao clima, e partimos, no final do dia seguinte, para Dambulla. Uma vez que não tínhamos muito tempo, optámos por seguir o conselho do Lonely Planet e visitar os principais vestígios da ocupação holandesa, como o Old Dutch Hospital e o Dutch Museum. Almoçámos, calmamente, no “T-Longe by Dilmah”, onde tivemos oportunidade de provar o “finest” chá de Ceilão, fizemos umas comprinhas na “Barefoot”, loja de artesanato tão maravilhosa que terá direito a um post, e, no final do dia, partimos, de autocarro, para Dambulla, no centro-Norte do país.
Dias 2 a 5 – Dambulla, e o “Golden Triangle”: É impensável passar pelo Sri Lanka sem incluir, no itinerário, as espectaculares “Ancient Citys” do centro-Norte do país, que são, também, sítios classificados como Património da Humanidade. A forma mais fácil, e rápida, de as visitar, é ficar, durante três dias, em Dambulla, por ser o ponto mais central e possuir os melhores acessos. Um dia é suficiente para percorrer as Dambulla Caves, complexo de templos escavados na rocha, com quase dois mil anos, que incluem pinturas murais e estátuas antiquíssimas de Buda, e Sigiriya. Antiga capital do Sri Lanka, é considerado o mais espectacular sitio arqueológico do país, já que as construções foram edificadas há dois mil e quinhentos anos, no topo de um afloramento com 340 m de altura, sem acessos naturais. Já Anuradhapura, complexo sagrado de palácios e templos budistas com quase dois milénios, merece, no mínimo, um dia completo. Dada a distância entre as inúmeras ruínas que compõem o sítio, optámos por alugar uma scooter, e foi o melhor que fizemos. Para além de ser uma aventura dentro da própria aventura, já que os cingaleses conduzem de uma forma muito sui generis, permitiu-nos agilizar a visita, e percorrer o complexo num dia, sem grande esforço físico, o que é super importante debaixo de um calor de 32º C. Infelizmente, porque fizemos mal os cálculos e guardámos um dia para as Dambulla Caves e outro para Sigiriya, ao invés de os visitarmos no mesmo, não tivemos tempo de ir a Polonnaruwa, a ultima das antigas capitais do Sri Lanka. No entanto, já está na lista de locais a percorrer numa próxima viagem.
(Sigiriya)
Dias 6 a 10: Kandy, Rafting na “White Water”, e subida às montanhas do chá. Imodéstia à parte, mas o nosso plano de viagem foi bem pensado: Após quatro dias no centro-Norte do Sri Lanka, para visitar as “Ancient Citys”, optámos por subir às famosas montanhas do chá. Em Kandy, tivemos a sorte de ficar alojados numa Guest House maravilhosa, onde fomos recebidos como membros da família. Para além de uma visita guiada a esta lindíssima cidade, levaram-nos a assistir às danças tradicionais e a visitar a Millenium Elephant Fundation. Tendo por missão o resgate dos elefantes mal tratados pelos templos, a fundação permite-nos, de forma responsável, interagir com estes maravilhosos paquidermes, numa experiência para a vida. Ainda houve tempo para visitarmos o exterior do “Temple of The Tooth”, guardião de um dente de Buda, mas cuja entrada (cerca de dez euros por pessoa), nos pareceu demasiado cara, pelo que nos limitámos à zona dos jardins. Em seguida, rumámos, de autocarro publico, a Kitugalla, para uma experiência inesquecível: Dormir na “Rain Florest” e fazer rafting no idílico cenário do filme de 1957: “A ponte do Rio Kwai”. Nwara Ellya foi a nossa terceira paragem na região do chá. Apelidada de “Little England”, pela forte presença colonial inglesa, foi um dos mais belos locais que tivemos oportunidade de percorrer em todo o país. Iniciámos a visita com o
chá das cinco, num dos mais luxuosos hotéis da cidade: O “Grand Hotel”. Por oito euros, tivemos direito não só a chá preto, mas, também, a um maravilhoso cestinho de bolos, salgados e sushi. O nosso aspecto não devia estar lá grande coisa, porque o empregado foi ligeirinho em apresentar a conta. Mas, à boa maneira tuga, pedimos mais chá, e só saímos quando nos apeteceu. No dia seguinte, subimos, pelas seis da matina, ao topo do “Horton Plains”, num percurso de nove quilómetros. Classificado como património da Humanidade, é um dos mais emblemáticos parques naturais do país. A paisagem é de cortar a respiração, e está repleto de pássaros e de veados. Ver o nascer do sol e o dissipar das brumas no topo do “World´s End”, é um momento que vai ficar, para sempre, na nossa memória. O circuito não poderia ficar completo sem a realização daquela que é considerada a “mais bela linha de comboio do mundo”, que liga Nwara Ellya a Ella, pelas montanhas. Localizada a cerca de dois mil metros de altura, atravessa os antigos carris ingleses, e o bilhete custa, aproximadamente, cinquenta cêntimos. A viagem tem a duração de duas horas e meia, e o cenário, é digno de um filme, já que o comboio atravessa as plantações, permitindo observar o trabalho dos apanhadores de chá. Chegados a Ella, onde dormimos uma noite, ainda tivemos tempo para subir ao topo do Little Adam´s Peak, e visitar a Newburgh Green Tea Factory, onde nos foi explicado todo o processo de produção do chá, e dada oportunidade de experimentar e comprar o verdadeiro “green tea” de Ceilão.
(Little Adam´s Peak)
(Ella)
(Newburgh Green Tea Factory)
Caros 5.75 leitores, como todos sabemos, viver é caro, e ir de férias é mais caro, ainda. Por isso, e porque viajar é fundamental para a sanidade mental de todos nós, comuns mortais, procurar estratégias para que “aquele” destino passe de sonho a realidade, tornou-se uma necessidade constante. Assim, e porque sou uma alma boa, e generosa, partilho convosco os dois sites que utilizamos para marcar as nossas fugas: O Holiday Pirates e o Secret Flying. Sedeados no Reino Unido, são super confiáveis, e já ganharam inúmeros prémios, facultando, em primeira mão, os últimos descontos e erros de taxas nos bilhetes de avião. Assim, é possível ir à China por menos de cinquenta euros, ou ao Rio de Janeiro por menos de duzentos. As opções são imensas, já que permitem marcar, em separado, o voo e o hotel, ou comprar um pacote completo. Por exemplo, no ano passado, quando fomos ao Sri Lanka, poupámos cerca de duzentos euros em cada bilhete, porque fomos acompanhando o Secret Flying, e a descida das taxas. É imenso dinheiro. Apenas, há que ter em atenção o seguinte factor: A grande maioria das viagens parte de Londres, mas, é frequente iniciarem em outras capitais europeias, como Lisboa ou Bruxelas. E têm que ser rápidos, já que as promoções esgotam em pouco tempo. Uma das viagens que mais me arrependo por não termos consigo marcar foi, no passado Halloween, por cerca de cem euros, a Roménia, com estadia no Castelo do Drácula. Enfim, fica para a próxima, Se ainda não marcaram férias, utilizem porque vão ficar maravilhados e poupar imenso. Palavra de #lobo.
– Muitas vezes, o “Vá para fora cá dentro”, sai ao mesmo preço que uma viagem ao estrangeiro, ou veja-se o exemplo do Algarve, sobretudo no Verão.
– Mais do que jóias, carros ou mobílias, viajar é a única cosia que compramos para nos tornar, verdadeiramente, mais ricos. Até pode ser uma frase feita, mas é a mais pura das verdades.
Foto: Itsamagickaltime.
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De uma forma ou de outra, todos nós já sonhámos visitar as sete maravilhas do mundo, e o #lobo não é excepção. Confesso que ainda não conheço todas, mas estão na minha lista. No entanto, já tive a oportunidade de ver algumas, experiência que partilho, agora, convosco meus 5.75 leitores, nomeadamente o dia em que visitei o Taj Mahal, em Agra, Índia. A viagem para Agra foi feita de comboio, em segunda classe, siter places, que e o mesmo que dizer que viajamos numa carruagem sem vidros nas janelas ou ar condicionado, que não deveria ser limpa desde que o Ghandi expulsou os ingleses da Índia. Afinal, por 80 rupias [pouco mais de um euro], o que se pode pedir por uma viagem de 4 horas? Se, ao início, as famílias indianas que nos acompanhavam olhavam para nós com um ar um pouco desconfiado, ao final de uma hora, já nos estavam a pedir para tirar fotos com os filhos ao colo. Não fossem os milhares de insectos que entravam na carruagem, sempre que o comboio parava, e a viagem teria sido perfeita, uma vez que a simpatia e a hospitalidade indiana se demonstraram inigualáveis.
Por motivos de ordem múltipla e variada, posso dizer-vos, meus 5.75 leitores que Bali foi uma das piores férias da minha vida. Estava com tanta vontade de lá estar como de ouvir um concerto da Ana Malhoa. Seja como for, estive lá e tentei aproveitar o melhor da ilha. Como já vos tinha dito, não é uma viagem low cust e sai mais barato marca-la pela agência do que por nós próprios. Este foi o roteiro que fiz, com alguns melhoramentos e, pelo que tenho lido, é perfeito, para, nas calmas, aproveitar o melhor da ilha, com direito a vulcão, safari nocturno de elefante, pôr do sol, e massagem balinesa.
5. Em Bali existe aquele que é considerado um dos sítios mais “únicos no mundo”, o Elephant Safari Park, em Ubud. Na verdade, não é mais do que um resort de luxo, que inclui um santuário de conservação dos elefantes de Sumatra, onde poderão fazer um safari na garupa destes paquidermes. Fiz, e recomendo. Apesar de o preço rondar os cem dólares, com jantar e transporte, vale cada cêntimo.
9. A gastronomia balinesa é muito saborosa, e não tem picante ou condimentos em exagero. No entanto, para os mais conservadores, qualquer restaurante serve pratos ocidentais. A este nível, não podem deixar de provar a cerveja “oficial” da Indonésia, a Bitang. Tem um sabor semelhante à Heineken e está presente em todo o lado: nas camisolas, nos restaurantes, nos bares.
10. Na melhor das hipóteses (e sem contar com acertos de fuso horário) a viagem para Bali dura 24 horas. O clima, a comida, a forma de estar dos habitantes é totalmente diferente do que estamos habituados. Por isso, antes de marcar viagem, pesquise muito e reflicta sobre o assunto, não vão umas férias para um [alegado] destinado de sonho, transformarem-se num autêntico inferno.